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Dá uma puxada no cachimbo, e faz rodelas de fumaça
no ar *
"Bem, meus caros..."
* tosse para
limpar a garganta *
"A história que vou contar agora, é uma
heróica passagem, da saga de um amigo de pequena
estatura. Alguns de vocês, podem ter ouvido falar
sobre Bilbo Bolseiro, o curioso hobbit aventureiro."
* faz uma pausa para uma tragada, enquanto os ouvintes
se acomodam na taverna *
" Em uma data incerta da vida de nosso herói,
ele se encontrava, em companhia de alguns anões,
na Floresta das Trevas. Uh... Corajosos, não?"
* faz uma cara debochada *
"É claro que a escuridão não permitiria
que saíssem de lá. Andavam cautelosamente,
atravessando a densa vegetação, preocupados
com os perigos que vivem na escuridão daquela floresta,
um dia tão majestosa."
* suas feições mudam, assim como a entonação
de sua voz, dando vida ao conto *
"Chegam a uma clareira, esperançosos de verem
a luz do sol, depois de tanto caminharem pelas sombras.
Param por ali, na suposta proteção dos turvos
e fracos raios de luz. MAS DE REPENTE..."
* esboça um sorriso, se deliciando com o susto
do público *
"Das folhagens saem aranhas gigantes e cercam o pequeno
grupo. As aranhas rapidamente começam a tecer seus
fios de teia, que seriam a prisão das pequenas presas.
Estavam despreparados, foram surpreendidos! Como fugir?
Cansados da jornada que estavam fazendo, os anões
não conseguem escapar das teias pegajosas das aranhas.
Mas Bilbo, espertamente, esgueira-se entre as teias, corre
e esconde-se de suas predadoras."
* observa o público e dá uma tragada *
"Como um hobbit muito astuto, Bilbo pensa logo em uma
maneira de tentar salvar os seus amigos anões. Ele
volta correndo em direção à clareira,
e vê as aranhas ocupadas, pendurando os anões
em casulos de teia. Para chamar a atenção
das criaturas, Bilbo começa a cantar uma canção
que lhe veio à cabeça, para irritar as aranhas."
* começa a cantar bem alto *
"
Aranha velha e gorda tecendo sua teia!
Velha e gorda aranha, você não me apanha!
Aranhinha! Aranhinha!
Você não vai parar?
Largue dessa teia e venha me pegar!
Aranhoca,
aranhoca, você é só barriga,
Aranhoca, aranhoca, você é uma boboca!
Aranhinha! Aranhinha!
Você já vai descer?
Não pode me prender: aqui em cima estou na minha!
Aranha
gordona, aranha bobona,
tecendo a teia pra me pegar.
Minha carne é gostosa, é a mais saborosa,
mas você não consegue me achar!
Eu
estou aqui, aranhinha malvada;
você é gorda, você é modorrenta.
Você não me pega, por mais aplicada,
em sua teia gosmenta."
"Err...
Bem, as aranhas, irritadas com a canção, foram
atrás de Bilbo que corre pela floresta, com elas
em seu encalço. Consegue, com sorte, despistá-las
e então volta para livrar seus companheiros de suas
prisões de teia."
* sorri *
"A Floresta das Trevas não conseguiria engolir
Bilbo Bolseiro, em sua escuridão, não é
mesmo? Afinal, se isso tivesse acontecido, quem teria me
dado essa erva dos hobbits de presente?"
* ri *
"Para aqueles que tem espírito de aventura,
ou lutam pelo bem: a Floresta das Trevas esconde muitos
segredos, tesouros de suas vítimas, e é claro,
muito perigo!"
* vê que a erva de seu cachimbo acabou *
"Bem, preciso achar mais disso aqui...".
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